Um tiroteio envolvendo seguranças da Blackwater USA domingo passado trouxe a empresa privada de ’segurança’ (mercenários) para a ribalta. Resultou em 8 mortos e 13 feridos (aparentemente aleatórios), levando à revogação por parte das autoridades iraquianas da licença da empresa. Ainda pendente está a hipótese de a empresa ser levada a tribunal no Iraque.
Michael Hirsh da Newsweek dá conta do vazio moral em que esta e outras empresas operam no Iraque. Um caso é paradigmático: no Natal passado, durante uma festa, um empregado da empresa embriagado disse que ia sair para matar alguém. Discutiu com um guarda iraquiano e deu-lhe um tiro no peito e três nas costas. O caso poderia ter passado despercebido mas a vítima era guarda-costas de um político iraquiano bem colocado. No dia seguinte a Blackwater colocou o homicida num avião privado de volta para os EUA e recusou-se a revelar o seu nome.
Louis Charbonneau escreve na Reuters sobre a preocupante tendência para a privatização da guerra numa conversa com Ernst Uhrlau, actual presidente do BND. Segundo Uhrlau, a segurança privada é uma indústria de 100 mil milhões de dólares, e “há um consenso generalizado sobre a necessidade de um mecanismo internacional de vigilância… para prevenir abusos de direitos humanos”. A razão para o crescimento destas empresas no Iraque é clara: a necessidade dos governos envolvidos retirarem as suas tropas faz com que o sector privado seja necessário para preencher as lacunas, desde a logística à segurança de altos cargos.


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4 respostas até agora ↓
magdiel ferreira de andrade // 14 Janeiro, 2008 às 19:26 |
quero me escrever no black water!
magdiel ferreira de andrade // 14 Janeiro, 2008 às 19:29 |
quero combater, quero ser um soldado do black water(aguas negras)
Hamilton Sales Dantas // 18 Fevereiro, 2008 às 17:48 |
eu gostaria de trabalhar na bleck water com AG. de segurança
Hamilton Sales Dantas // 20 Fevereiro, 2008 às 22:05 |
Sou devidamente gualificado para trabalhar no iraque