Eu não me oponho absolutamente aos OGM. Não subscrevo a teorias que afirmam ser aberrante alterar de forma tão fundamental a Natureza. Tenho tentado seguir os avanços na manipulação genética desde há uns anos, quando li pela primeira vez sobre as experiências da Monsanto na manipulação de genomas de plantas. É uma tecnologia de inegável potencial. Mas que tem de ser abordada com uma maior cautela, como demonstram vários estudos. O processo de testes deve ser mais semelhante ao dos medicamentos.
A legislação Europeia sobre o assunto, embora mais sensata que a Americana, ainda é claramente insuficiente. O processo de testes a que os OGM têm de ser submetidos antes de aprovados na UE está muito longe de ser satisfatório. A legislação que obriga a identificação de produtos feitos com OGM também tem sérias lacunas. Já a uma distância saudável da histeria em torno do “Verde Eufémia” e os infames cereal-killers, tento expôr aqui as razões que tornam necessárias mudanças na abordagem aos OGM (devidamente documentadas). (mais…)


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