A pergunta foi (re)lançada no diário ateísta: perante tantas tragédias, como pode ‘Deus’ existir? Uma interpelação que corre o risco de parecer oportunismo de mau gosto, mas que não deixa de ser justa perante pessoas que reclamam para deus tudo o que de bom possa existir. É uma questão que vai directamente à origem do conceito de deus, essa personificação do acaso nascida da necessidade de encontrar padrões, relações de causa-efeito, para tudo (toquei ao de leve neste ponto num post anterior). A tragédia com o autocarro da Universidade Sénior Albicastrense evoca esta contradição: o autocarro destinava-se a Fátima, e no funeral um homem disse ao JN que só não foi na fatídica excursão por ser ateu.
Ainda este ano o bispo de Carlisle afirmou que as cheias em Inglaterra tinham como causa a legislação mais liberal do país. Tom Honey é vigário da mesma igreja anglicana, mas em termos de humanismo, humildade e honestidade intelectual está a anos-luz do bispo de Carlisle. Ficam aqui as suas reflexões em seguimento do tsunami de 2004: ‘Como pode Deus ter permitido o tsunami?’, na TED de 2005, mais uma palestra publicada este ano.


English
1 response até agora ↓
A má fé de Dinesh D’Souza « a mansarda // 25 Janeiro, 2008 às 0:16 |
[...] com as palavras ‘In God we trust’ na testa de cada ateu”, o bispo de Carlisle, já aqui referido por ter afirmado que as cheias no Reino Unido foram a paga divina pela postura do país face à [...]