No artigo Targets of Aggression (via Obscene Desserts), David Barash abordou o tema da agressão redireccionada tocado na entrada anterior. É referido um estudo com resultados interessantes, que apontam para uma justificação não só psicológica mas também fisiológica para esta tendência natural de descarregar no primeiro alvo disponível.
Uma ratazana é colocada numa gaiola onde é sujeita a choques eléctricos a partir do chão. Os choques iniciais exaltam visivelmente a ratazana, mas ela acaba eventualmente por deixar-se estar apaticamente a meio da gaiola. A autópsia revela glândulas adrenais inchadas e úlceras no estômago, sinais de stress intenso.
Repetindo a experiência mas acrescentando um pau de madeira na gaiola, a ratazana passa a morder o pau durante os choques. A autópsia revela glândulas adrenais menores e menos úlceras. Os resultados mais interessantes surgem quando se repete a primeira experiência com duas ratazanas. Os choques eléctricos passam a despoletar lutas entre as duas ratazanas, e a autópsia revela glândulas com o tamanho regular e a ausência de úlceras.


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