a mansarda

Quando só se percebe aquilo que se quer perceber

30 Dezembro, 2007 · 1 Comentário

Ia continuar a entrada anterior explicando o que é esse tal “novo ateísmo” que os religiosos não entendem. Infelizmente vou ter de perder tempo com questões acessórias. Por enquanto digo apenas que o “novo ateísmo” é o humanismo secular militante, desenvolvimentos ficam para uma entrada futura.

«Sabemos que Tony Blair se “converteu” ao catolicismo; mas sabemos também que Tony Blair quer o lugar de Durão Barroso na EU. Confundir convicções religiosas com política dá nisto

Por estranho que pareça, isto é suposto ser uma crítica à minha entrada anterior, vinda do perspectivas. As convicções religiosas e a política misturam-se, não é dando um exemplo isolado que se refuta essa tese. Só no parágrafo seguinte a crítica tenta chegar a algum lado:

«É sabido que Hitler utilizou a cultura cristã da Alemanha para chegar ao poder, e que utilizou o paganismo ariano durante o seu consulado. Hitler perseguiu os ateus marxistas e não os ateus por serem ateus, e escamotear esta realidade é de uma grande desonestidade intelectual.»

Desonestidade intelectual? Um de nós tem-na certamente caro Orlando, e quer-me parecer que não sou eu. Tenho um pequeno pedido a fazer a quem me quiser dirigir críticas: tenham a decência de ler o que eu escrevo. E, já agora, de perceber o que está escrito. O objectivo da entrada anterior era explicar que o nazismo não foi um “totalitarismo ateu” como tinha afirmado José Manuel Fernandes. Para além disso, afirmei que “Hitler tinha fortes convicções religiosas e usou o cristianismo como catalisador para a sua ideologia aberrante”. Mesmo que tudo no post de Orlando estivesse correcto, não refutava o que escrevi. Mas não está tudo correcto: (mais…)

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