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Arquivo mensal: Fevereiro 2011
Watson vence
Resultado final:
- Watson: $77147
- Ken: $24000
- Brad: $21600
«I for one welcome our new computer overlords», foi o que Ken Jennings acrescentou à sua resposta final.
Segundo dia, Watson lidera isolado
- Watson: $35734
- Brad: $10400
- Ken: $4800
Foi o resultado do segundo dia. Watson, com a sua vantagem nos reflexos, descolou do segundo classificado e está em boa posição para vencer o jogo. É fascinante que tão pouco tempo depois de um computador vencer pela primeira vez o campeão mundial de xadrez exista um capaz de vencer no Jeopardy (oficialmente, contra o melhor que a humanidade tem a oferecer; já se tinha saído muito bem contra outros campeões nos jogos de teste).
O xadrez é um jogo de regras simples, sempre achei inevitável ver o dia em que as heurísticas e capacidade de abstracção de um jogador humano fossem ultrapassados pela força bruta de procuras exaustivas aliada a heurísticas baseadas em décadas de jogos registados. Mas o Jeopardy está muito mais no domínio daquilo que consideramos propriamente humano. É admirar:
Watson empata 1º round
Watson, o sistema da IBM desenhado para concorrer no Jeopardy, acabou ontem o primeiro round a sério empatado com Brad Rutter, o campeão invicto, com $5000. Começou bem mas foi perdendo a vantagem. Ken Jennings, o recordista de vitórias consecutivas, acabou por ficar para trás com $2000. Hoje e amanhã decide-se o resto do jogo.
Publicado em O Mundo, Tecnologia
Tags brad rutter, ibm, jeopardy, ken jennings, watson
Relatório preliminar sobre a falha no sistema eleitoral
Sexta-feira passada lá apareceu no portal do Governo o primeiro relatório da análise ao caos das eleições presidenciais levada a cabo pela Universidade do Minho. Neste é adiantado que a análise terá uma duração total de cerca de 10 semanas a contar de 25 de Janeiro. Resta esperar.
Estava à espera de mais informação sobre a parte técnica, mas as 10 páginas do relatório não têm grande detalhe. Ainda é tudo muito introdutório, sem análise por subsistema ou informação sobre especificações. Afirma que «uma outra gestão da mesma infra-estrutura tecnológica poderia ter sido suficiente para evitar os comportamentos anómalos ocorridos no dia 23 de Janeiro», mas não há dados suficientes para apontar dedos na infraestrutura tecnológica.
A resposta do MAI, que me parece adequada, foi aceitar a demissão de Paulo Machado, director-geral da Administração Interna, por não terem sido enviadas as notificações aos 770 mil eleitores a quem a obtenção do Cartão de Cidadão alterou a situação eleitoral. O envio das notificações foi proposto por Jorge Miguéis, director da Administração Eleitoral, mas Paulo Machado não lhe deu seguimento após ter obtido aprovação da secretária de Estado da Administração Interna.
Publicado em O País
Tags cartão cidadão, paulo machado, presidenciais, rui pereira






