Achei que também devia ficar aqui registado aquilo a que Alberto João chama “uma das medidas saudáveis que foram tomadas na administração pública regional, face ao garrote financeiro partidário, imposto pelos socialistas a partir de Lisboa”: “deixar de gastar dinheiro com a imprensa do continente”. Segundo o Público:
Ao proibir a assinatura da “imprensa do continente”, porque “é dinheiro mal gasto”, Jardim abre duas “excepções: O Diabo, “por motivo de solidariedade editorial”, e o Expresso, “por ser o resumo semanal dos principais disparates do rectângulo”.
O Governo madeirense está a ser investigado pela Procuradoria da República pelo pagamento ao semanário O Diabo de “publicidade que não existiu”.
Já em Agosto de 2003 o executivo regional decidiu privilegiar a assinatura do Jornal da Madeira entre a imprensa regional, e, “quanto aos jornais fora da região”, condicionar a sua aquisição à prévia autorização por parte dos nove membros do Governo.
Numa auditoria em que detectou pagamentos ilegais nos apoios do governo madeirense a órgãos de comunicação social, neste momento a serem investigados pelo Ministério Público, o Tribunal de Contas criticou a discricionariedade daquele despacho de Jardim que definia orientações para a aquisição de jornais.
Este tribunal apurou que o executivo de Jardim gastou em 2005 quase cinco milhões de euros com o Jornal da Madeira, o único diário estatizado do país, onde o governante quase diariamente assina um página de opinião. Aquele montante representa 74,9 por cento do total de fluxos financeiros (6,1 milhões de euros) concedidos naquele ano pela administração pública regional a órgãos de comunicação social. O Governo madeirense atribui também um subsídio mensal a todas frequências de rádios locais da região, concedendo-o sob a forma de prestação de serviços.
Este contrato, de que o grupo de rádios propriedade do secretário-geral do PSD-M, Jaime Ramos, é o maior beneficiário, obriga, de acordo com a Resolução n.º 719/93, aquelas emissoras a “incluir na sua programação diária material publicitário da região”; a “publicitar informações e esclarecimentos sobre actos normativos mais relevantes oriundos da Assembleia Legislativa e do Governo Regional”; a “realizar programas sectoriais com a participação de técnicos e membros do Governo Regional”; e a promover a “realização de entrevistas com membros do Governo Regional”.
Défice democrático? Cada um que tire as suas conclusões.

Sócrates terá feito pressão junto de Sampaio (quando este era o PR) para que Souto Moura fosse afastado antes de terminar o mandato para dar lugar a Rui Pereira, actual ministro da Administração Interna e ex-director do SIS. Ao coro da pressão juntam-se ainda Abel Pinheiro, tesoureiro do PP aquando do escândalo Portucale, e Fernando Marques da Costa, assessor de Jorge Sampaio na altura. O que une estas duas figuras e Rui Pereira? A filiação na loja maçónica Convergência, do Grande Oriente Lusitano. Ainda segundo o Sol, Rui Pereira e Marques da Costa fundaram entretanto a loja Nunes de Almeida. De referir que Sócrates negava categoricamente na altura qualquer intenção de afastar Souto Moura. Mas este não terá sido afastado apenas porque Sampaio “não quis, no entanto, demitir Souto Moura, e resistiu às pretensões de Sócrates e de Paulo Portas”(Público). Rui Pereira foi nomeado para participar na alteração dos códigos Penal e de Processo Penal em Agosto de 2005.
suspeitas sobre a actuação de Cândida Almeida (imagem), directora do DCIAP (Departamento Central de Investigação e Acção Penal) encarregue pelo procurador-geral da república de apurar as responsabilidades de Sócrates no caso. Quanto ao caso em si, confirmam-se as irregularidades: ao contrário do que mostravam as pautas individuais de Sócrates reveladas pela UnI, as pautas colectivas apreendidas pela PJ num cofre (!) da universidade revelam que três das cinco notas com que Sócrates concluiu o curso foram lançadas em Outubro de 1996, depois das datas que constam dos dois certificados de licenciatura (8 de Agosto e 8 de Setembro de 1996). 

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