O governo dinamarquês ofereceu-se para pagar as despesas com seguranças de Ayaan Hirsi Ali, autora do livro Infidel e argumentista da curta-metragem Submissão de Theo Van Gogh, caso ela aceite viver na Dinamarca (spiegel). Este convite vem depois de o governo holandês ter deixado de pagar essas despesas enquanto Hirsi Ali estava nos EUA. A necessidade de segurança é consequência de ameaças de morte que recebe desde 2004, ano em que o filme Submissão foi lançado. O realizador desta curta-metragem foi assassinado na Holanda por um fundamentalista islâmico nesse mesmo ano. Para saber mais sobre Hirsi Ali nada como ouvir a história contada pela própria, gravada na conferência anual da Atheist Alliance International.
Rui Carmo prevê a “violência habitual a indignação a que têm direito (divino e constitucional)” como resposta à Dinamarca da sempre comichosa comunidade fundamentalista islâmica, recordando o infame episódio dos cartoons. Sobre isto mais uma referência ao documentário Why Democracy?, já referido antes a propósito do segmento Please vote for me. É possível ver no site oficial uma amostra do filme Bloody Cartoons sobre a reacção histérica aos cartoons dinamarqueses (que acabou por resultar em mais de 150 mortos). Fortemente recomendado, mesmo para quem ainda se lembra dos protestos. Se reagiram assim a cartoons sem qualquer apoio do governo, que mais podem fazer a respeito desta posição política tão marcada? Penso que… nada.


Está disponível no veoh (gratuitamente e com qualidade de imagem) a série 

English