Revolução Birmanesa (4) – vigílias, imprensa e casamentos

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Por coerência continuo a chamar-lhe revolução, mas o regime parece manter o controlo. Hoje, entre as 19 e as 21h no Marquês do Pombal, decorre uma vigília de solidariedade com o povo Birmanês. A iniciativa foi da União Budista Portuguesa e conta com o apoio da Amnistia Internacional, vindo no seguimento acções semelhantes em várias cidades. Dificilmente há de resolver alguma coisa, mas pelo menos é simpático. Pode ser que ajude o tema a não sair dos media tão facilmente. Na imagem, o jornal oficial do governo Birmanês. Quanto à situação em si, não há muito de novo: [P.S.: Notícia do times sobre corpos estarem a ser cremados para esconder o número de mortos]

A junta militar nomeou um ministro para conversar com Aung San Suu Kyi (BBC), mas é bem possível que seja só um pequeno golpe de relações públicas.

Kate McGeown da BBC voltou da Birmânia e oferece o seu relato. Foi para lá como turista visto a imprensa estrangeira estar banida do país. É bom saber que o jornalismo não morreu e que há quem continue a correr riscos (o jornal do governo na imagem é bastante sugestivo: “RFA, VOA and BBC saboteurs, watch your step!”).

«The overriding impression these people gave me was that they were very frightened about the future, but they were also determined to push for change. (….) I have now left the people of Rangoon to a still uncertain future, but I know that, whatever happens, these people are not ready to give up on their fight for a better life.» (Kate McGeown, BBC)

O jornalista Kenji Nagai, assassinado por militares birmaneses, foi hoje a enterrar em Tokyo (Guardian). A palavra mártir, gasta por uso indevido por parte de fundamentalistas islâmicos, ganha aqui o seu significado original.

Ainda no Guardian: Drugs and astrology: how ‘Bulldog’ wields power. Fala de Than Shwe, líder da junta militar desde a revolução falhada de 88, as suas ligações com barões do ópio e os chorudos negócios de armamento que mantém com a Rússia. Também é feita referência ao casamento da sua filha, cujo vídeo caseiro está disponível no YouTube. Uma breve viagem ao mundo paralelo do regime:

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