O Milagre do Sol (1)

Segue então a primeira parte da análise do fenómeno (no sentido mais lato do termo) que a Igreja Católica (especialmente em Portugal) afirma tratar-se de uma prova incontornável de uma manifestação divina que servirá de prova para as aparições a três crianças, alegadamente protagonizadas pela mãe virgem do filho de Deus.

Aqui são enumerados os fenómenos descritos nos vários relatos, e eliminados os de refutação imediata. Posteriormente será feita a análise aos fenómenos-chave e serão avançadas as explicações.

I. Introdução

Sobre o cepticismo.

O cepticismo é muitas vezes referido como uma recusa obstinada em aceitar o que quer que possa fugir ao conhecimento científico actual, que não tenha uma explicação racional imediata. Isto não corresponde minimamente ao que entendo por cepticismo. Não se trata de uma negação total mas sim de uma exigência. Compreender o que é a Ciência leva-nos a reconhecer que não se pode assumir que todos os fenómenos observáveis já se encontram perfeitamente descridos no corpo de leis e modelos de que é formada. No entanto também implica que não se pode aceitar imediatamente qualquer fenómeno pouco usual como prova de crenças que, embora pareçam servir para explicar esse fenómeno, não têm mais nada que as fundamente e possuem inúmeras incongruências. Por isso é necessário submeter um fenómeno a algum escrutínio antes de se saltar para conclusões bombásticas.

Um caso que ilustra bem as vantagens desta posição passou na televisão há uns anos: muitas pessoas de um local, que já não me lembro onde era, afirmavam ver luzes estranhas no céu durante a noite. As entrevistas aos habitantes revelavam testemunhos muito coerentes, e imediatamente vai sendo avançada a hipótese de se tratar de naves extraterrestres (cada era tem as suas crenças). Um homem mostra em desenhos meticulosos os padrões formados pelas diversas luzes que se movimentavam no céu. Não avança uma explicação, mas o testemunho inserido no meio da tese dos extraterrestres parece adensar a intriga. Por qualquer razão, as pessoas que tiram conclusões fantásticas mais facilmente também tendem a ser mais assertivas nas suas crenças. A explicação, surgida discretamente pouco tempo depois, suscitou alguns risos: uma discoteca da zona tinha comprado um projector de luzes para atrair clientes. Um fenómeno banal: muitos já observaram as ditas luzes projectadas nas nuvens, e não tem nada de mais. As luzes projectadas batiam certo com os padrões descritos. Mas bastou um espírito demasiado aberto e a confirmação por parte de outros testemunhos crédulos para haver quem saltasse com toda a certeza para conclusões sem fundamento.

Nem sempre as explicações são tão prosaicas, tão penosamente óbvias. Mas costumam existir.

Começamos com uma certeza: não houve nenhuma alteração no sol propriamente dito, até os defensores do milagre costumam concordar neste ponto. Isso seria observado em quase todo o hemisfério (aí sim, seria um “milagre que todos hão de ver“). Para não falar dos cataclismos no sistema solar caso o sol saísse do sítio. Por isso é preciso primeiro determinar qual foi o fenómeno observado, para depois se avançar com a causa do fenómeno.

Idoneidade (ou não) dos relatos.

Os relatos não serão do mais fidedigno que há, mas são a única coisa que sobra passados 90 anos. Muitos dos relatos que surgem hoje em dia foram recolhidos pelo padre católico DeMarchi cerca de 30 anos depois do fenómeno, já depois da revelação dos dois segredos e muito depois de o Vaticano ter aceite o fenómeno como milagre. Sobram no entanto alguns relatos publicados em jornais sem filiação católica.

A esmagadora maioria dos presentes no local são populares vindos de aldeias circundantes e alguns de outras zonas. Também contou com a presença de pessoas com alguma educação, embora em minoria. Até já vi escrito que estavam lá “pessoas de todas as raças e credos” mas isto não tem fundamento. Havia uma raça e um credo. O facto de pessoas educadas terem concluído ser um milagre não indica que tenham feito algum escrutínio sério ao fenómeno observado. O caso de Arthur Conan Doyle, criador de Sherlock Holmes, lembra que pode haver uma grande dicotomia entre fé e razão. O criador do detective capaz das mais impressionantes análises lógicas acreditava piamente nas fadas de Cottingley. Um fenómeno cuja refutação deveria ter sido ‘elementar’.

É muitas vezes repetido que o evento foi presenciado por muitos agnósticos mas não vi provas disso. Os nomes que costumam ser apontados como prova são Avelino de Almeida, que escreve para O Século, e José Garret, professor da Faculdade de Ciências de Coimbra. Ambos professam a religião católica e saltam imediatamente para a conclusão de milagre divino. Para o último o milagre até começou antes, quando viu “uma coluna de fumo, fino, delicado e azulado (…) perfeitamente visível a olho nu” perto dos videntes. O primeiro, quando fala de uma mulher que se mostra céptica à aparição (numa terra próxima, antes do milagre), diz que está “infectada com o germe do ateísmo”. Mas os relatos destes dois parecem ser de melhor qualidade que os da arraia-miúda, e por isso serão a base da análise.

II. O Fenómeno

Quando e quantos.

O fenómeno terá ocorrido algures entre as 13h30m e as 15h do dia 13 de Outubro de 1917, e a sua duração terá sido na ordem dos 10 minutos. Estavam presentes entre 30 e 50 mil pessoas.

O que fora anunciado e o que era esperado pelas pessoas.

Comecemos pelo anúncio do milagre por parte de Lúcia. Ela terá pedido à Senhora para lhe dizer quem era e demonstrar a todos que as aparições eram verdade. Segundo Lúcia, a Senhora respondeu-lhe o seguinte: «Em Outubro direi quem sou e o que quero e farei um Milagre que todos hão de ver, para acreditar.» Não encontrei nenhuma citação dela que revelasse o tipo de milagre que iria ocorrer. Claro que uma afirmação destas depressa gera especulação, tal como aconteceu com o terceiro segredo (em que as especulações nada tiveram a ver com a mensagem que foi depois revelada).

No Ilustração Portugueza de 29/Out pode ver-se o tipo de expectativas que o povo tinha: «[antes do evento, a propósito do que iria acontecer,] Houve quem falasse de súbitos abaixamentos de temperatura, da cintilação de estrelas em pleno meio dia e de nuvens lindas – jamais vistas em torno do sol.»

Nos meses anteriores tinham já existido alguns ‘milagres’ envolvendo o sol. Estes raramente são referidos porque eram apenas vistos por uma minoria dos que iam ter com os videntes, e por haver uma enorme disparidade nos relatos. Era comum envolverem algo no céu, muitas vezes o sol. Os últimos ‘milagres’ associados a Fátima antes daquele dia: uma súbita descida de temperatura durante a noite e um tom estranho do sol durante parte do dia, a 18 de Agosto. A 13 de Setembro os milagres relatados já envolvem o sol a mexer, pétalas que caem do céu e uma nuvem branca a formar-se sobre a árvore da aparição.

Ocorrência do fenómeno.

Lúcia disse à multidão que a Senhora lhe tinha aparecido mais uma vez. Um pouco mais tarde, quando as nuvens começaram a abrir tornando o sol visível, a atenção das pessoas virou-se para o astro luminoso. Depois começaram a ouvir-se gritos de «Milagre! Milagre!», altura da ocorrência do fenómeno que será descrito mais à frente. Durante algum tempo a multidão terá observado o fenómeno (~10min segundo alguns testemunhos).

Depois, ter-se-ão seguido vários comentários contra quem permanecia de chapéu na cabeça perante uma manifestação divina. Os comentários foram sendo repetidos por todo o lado, levando a que muita gente fosse destapando a cabeça.

(Devo aqui salientar que só tenho uma transcrição d’O Século de 15/Out traduzida para inglês, e que o que escrevo a seguir neste parágrafo, entre «», deve ser fiel ao original mas pode não ser ipsis verbis o que foi escrito) «As pessoas começaram então a perguntar-se umas às outras o que tinham visto. A grande maioria admitiu ter visto o tremer e dançar do sol. Outros afirmaram ter visto a cara da Virgem Abençoada, enquanto outros juraram que o sol girou sobre si mesmo como uma roda gigante e que desceu à terra como que para queimá-la com os seus raios. Alguns disseram que mudou de cores sucessivamente.» Seriam quase 15h nessa altura e as nuvens já se teriam dissipado completamente. O sol brilhava agora «com o seu esplendor habitual, de tal forma que ninguém se aventurava a olhá-lo directamente.»

Separar o trigo do joio.

Não há uma descrição unânime do que aconteceu, ao contrário da ideia que passa quando o assunto é abordado. O “tremer” e o “dançar” do sol são, de longe, os pontos mais unânimes. A partir daí a experiência varia de pessoa para pessoa. O dançar parece referir-se a pequenos movimentos que outros descreveram como “zig-zag”.

A visão da cara da Senhora no sol pode ser trivialmente refutada. Existe uma tendência nos ser humano para ver caras em imagens ambíguas, que está relacionada com a boa parte do cérebro que usamos na tarefa de reconhecimento facial. O facto de as pessoas estarem a pensar na Senhora e de pouca gente ter visto a cara, leva à eliminação deste fenómeno (e também já vimos casos mais ‘impressionantes’).

O girar do sol sobre o seu eixo é um ponto frequente nos testemunhos. Sempre me surgiu (e a mais pessoas) uma dúvida: como é que se percebe se o sol gira ou não? Sabemos que um objecto está a girar quando se vê a sua textura a mover numa direcção. Sendo o sol uma esfera de luz, isso não é possível. O que me leva a crer que seja o mesmo fenómeno que uns descrevem como “tremores”: pequenas perturbações na posição que possam ser interpretadas como movimento giratório. Estas duas interpretações aparecem em grupos disjuntos de testemunhos, confirmando a hipótese.

A aproximação do sol não é tão frequente como os tremores e pequenos movimentos, mas aparece vezes suficientes para ser considerada. A aproximação parece ser sempre em direcção ao observador, onde quer que ele esteja. À distância a que o sol se encontra, a paralaxe do movimento e a visão binocular não servem para determinar a distância. O único mecanismo que sobra ao cérebro é o tamanho relativo do objecto observado, o que significa que este fenómeno pode ser equiparado a um aumento (relativo) do tamanho sol. O único testemunho que vi que tenha quantificado o fenómeno, diz que o sol desceu até à “altura das nuvens”. Isto não pode ser interpretado literalmente, senão significaria que todo o campo de visão estaria ocupado pelo sol. Mas este testemunho de um padre estabelece o tamanho máximo que o sol pode ter ocupado como sendo o espaço entre as nuvens onde aparecia o sol.

Quanto às alterações de cor, são referidas com alguma frequência mas as descrições são díspares. Não há acordo quanto às cores envolvidas ou onde estavam. Uns falam de mudanças de cor na superfície do sol, outros referem à volta, outros que estava por todo o lado. Quanto às cores envolvidas, o azul (ou similares) e o amarelo são as que mais aparecem, seguidas de tons mais avermelhados. Alguns falam nas “cores do arco-íris”, o que não parece ser dito de forma literal mas como sinónimo de muitas cores. João Garret, por exemplo, fala primeiro em “cor de ametista” que terá mudado depois para “a cor de velho damasco amarelo” em todas as coisas, incluindo a atmosfera. Já outro testemunho refere manchas amarelas em “panos brancos” e “saias escuras”.

Outros fenómenos acessórios são descartados por parecerem demasiado banais. O facto de ser possível observar directamente o sol não parece ter nada de milagroso num dia de Outono em que tinha chovido e o sol aparecia numa brecha entre as nuvens. Desde que luz do espectro visível fosse suficientemente filtrada por partículas de água na atmosfera, é possível suprimir a fotofobia natural. O que não quer dizer que a luz não seja prejudicial para os olhos, já que uma pessoa não sente danos na retina. A cor “prateada” ou “tom de pérola” também não parece nada de extraordinário.

Um ‘milagre’ que não é referido inicialmente mas que surge em relatos populares mais tardios (DeMarchi..) é que a roupa terá secado em pouco tempo. Sem uma quantificação, este fenómeno parece ser o mesmo milagre que levou à invenção do estendal. Também o aumento de temperatura que alguns descrevem, tendo em conta que o sol aparece depois de um dia nublado (com direito a chuva e tudo), parece muito banal e relacionado com o ‘milagre’ anterior.

Resumo

Os fenómenos que sobram para analisar na terceira parte são:

  • Pequenas oscilações na posição do sol. (“tremor”, “girar”, “vertigem do movimento”)
  • Pequenos movimentos (bruscos?) do sol. (“dançou”, “zig-zag”, “bailado violento e convulso”)
  • Aumento do tamanho aparente do sol (alternado?). (“soltar-se do firmamento”, “como a altura das nuvens”, “perto de mim”)
  • Alterações cromáticas. (“azul”, “ametista”, “damasco amarelo”,”manchas amarelas (…) panos brancos (…) saias escuras”)

Na segunda parte: ligação entre este fenómeno e Fátima, as teorias alternativas mais típicas, e a explicação do fenómeno.

TGF

6 responses to “O Milagre do Sol (1)

  1. Pingback: O Milagre do Sol (2) « a mansarda

  2. Boa noite,

    Estive a ler todas as suas conclusões e venho discordar de todas elas, pois o milagre do sol que aconteceu nessa altura foi verdadeiro. Pude constatar através da graça de Deus que o milagre do sol é uma benção de Deus, um sinal que Deus nos dá, para nos dizer que Ele é Grande.
    Para além das aparições de Fátima, existiram as de Lourdes, Garabandal, ou Medjugorje. Se pesquisar pode ver que em Medjugorje aconteceu e ainda acontece o mesmo. Em Garabandal, Espanha, no dia 05 de Abril de 2008, desloquei-me com familia e amigos e após um dia intenso de oração, eu pessoalmente peedi um sinal de Nossa Senhora, pois seria importante para a minha fé, pois era muito incrédulo. Passado poucos minutos, pude constatar a beleza do milage do Sol, bem à minha frente… Estava um dia de intenso Sol, que se verificou durante todo o dia.Foi-me dada a Graça de puder filmar. Pode ver com os seus olhos um milagre do sol, na qual foi possivel olhar directamente o Sol, durante 15 minutos sem nos cegar, o sol piscava intensamente e deixava rasto de diferentes cores . Pode ver logo no inicio do filme, a forma como o Sol se desloca da direita para a esquerda ( logo nos primeiros segundos, esteja atento).Pode ver este video na parte final da pagina : http://www.garabandal.com.pt/testemunhos/meutestemunho.htm
    O sobrenatural existe, pois Deus existe e Nossa Senhora apareceu de verdade por várias vezes a várias pessoas, nomeadamente crianças, pois a sua alma é mais limpa que a nossa, pois reflete bondade.

    Melhores cumprimentos,
    Rui Costa

  3. Vou ser 100% sincero. Sou à partida cristão. Por isso acredito e quero acreditar que Deus existe. Contudo nunca percebi muito sobre a mensagem de Fátima. Logo, nunca fiz de Fátima um dogma da minha fé. Porém…não consigo deixar de pensar que alguma coisa aconteceu em Fátima…por mais que me falem em fenómenos naturais perfeitamente explicávis ou em alucinações colectivas…algo aconteceu…e sinceramente acredito nos relatos do Avelino de Almeida e de Almeida Garret e não me parece que eles estivessem combinados ou susceptiveis…na verdade, há uma parte do relato de um deles que diz que já havia quem tivesse medo que a multidão se revoltasse e descarregasse a fúria sobre os meninos…logo…não havia uma predisposição para “imaginar” milagres…

  4. Boa tarde.
    Como o texto é muito grande não consegui ler tudo, contudo foi o suficiente para comunicar algo.
    Quase ainda nem a terra arrefeceu o corpo da Ir. Lúcia, ainda se encontram talvez algumas pessoas daquela época ou as suas gravações, já estão a querer apresentar argumentos para fazer desaparecer a chamada de atenção vinda do Céu? Quando Jesus andava pelo mundo, muita gente pediu milagres, mas nem a todos foi consedia essa Graça. É que, Jesus não era de exibicionismos, não fazia milagres para que as pessoas acreditassem n’Ele, mas sim para que a Graça de Deus se manifestasse no mundo. Por esse motivo, Ele passou algumas vezes em terras onde não fazia milagres, porque ninguém acreditava n’Ele. Onde acreditavam n’Ele, pela Sua Palavra, acreditavam que era o Senhor da vida e por isso Lhe pediam curas. Grande era a Fé das pessoas, acreditavam plenamente que Ele, se entendesse ser o melhor curava e por isso pediam. Muitos eram atendidos p0r Jesus.

    Assim, quanto a mim, aconteceu com o milagre do sol. “… para que todos acreditem…” – mas, para acreditarem devem estar abertos ao dom da Fé. E concerteza que, todos quantos alí estavam presentes, todos acreditaram. Nossa Senhora, segundo Lúcia, não utilizou a expressão “todos, no mundo inteiro…” Nem Jesus levou todos, no mundo inteiro, a acreditar n?Ele.

    E hoje, cada vez pior! Só porque se tenta explicar tudo à luz da ciência, como se a ciência seja o deus da sociedade de hoje. E enquanto a sociedade se voltar exclusivamente para a ciência, o mumdo não apanha rumo, porque, em volta da ciência, esquecem-se de Deus e das Suas manifestações, como chamada de atenção para uma mudança de vida!

    A ciência tem o seu lugar, mas devemos pedir a Deus que não nos deixe sufocar pela ciência, porque Deus tem o Seu lugar, os Seus projectos de Amor. Devemos tentar descobrir quais são esses projectos de Amor em cada um de nós, o que é que Ele espera de nós para que o mundo amanhã seja melhor que hoje.

    Assim sim, a vida tem sentido e as Aparições de Fátima encontram o seu sentido, porque elas não são mais que a chamada de atenção, nos dias de hoje, para nos voltarmos para o Evangelho, a Palavra de Deus vivida e deixada por Jesus para também nós vivermos. As aparições de Fátima, têm assim profundo sentido Evangélico.

  5. eu acredito no seu comentário, existe evidentemente resposta cientifica quanto aos acontecimentos em Fatima, algumas dessas respostas eu ja as comentava com amigos, a resposta religiosa é sempre a mesma vinda dos crentes. Pena, tenho muita pena q nao exista um ser superior.

    • Se existe tão evidentemente essa resposta para o que se passou porque não partilhá-la com o resto dos homens?
      É assim tão inacessível à compreensão?
      Perdoe-me a minha incredulidade mas da mesma maneira como você se recusa a acreditar, eu recuso-me a, sem prova do contrário, que desdiga 70000 pessoas… É muita gente e certamente alguns exageraram, terão visto à “sua maneira”… lembre-se que a Igreja anda de mão dada com a ciência e que para milagre o ser, hoje em dia, são precisas provas. Para deixar de o ser também…
      Caso contrário diga antes: concentração de míopes em Fátima no início do século passado cria milagre!! Posso dizer que é mais fácil usar factos. Tive o prazer e privilégio de poder privar com muitas pessoas que estiveram em Fátima nesse dia, curioso o facto de se terem alguns esquecido do nome dos netos mas conseguirem descrever com grande detalhe o que se havia passado.

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