O Milagre do Sol (2)

continuação de O Milagre do Sol (1)

Chegada então a altura da explicação racional do fenómeno, 90 anos depois dos jornais anunciarem um milagre. Isto não vai mudar nada em relação a Fátima: esse outro fenómeno é uma entidade que se alimenta a si própria. Podiam surgir todas as explicações do mundo, a própria igreja podia repudiar o fenómeno (não o fará), podia ser provado que Lúcia era demente, mas mesmo assim Fátima permaneceria. É o problema da fé: assim que se aceita uma crença, não há razão que a demova. E Fátima é mais do que uma simples manifestação religiosa: é folclore popular. E folclore reforçado com religião é duro que nem pedra.

Mas há gente de bom senso que fica na dúvida quando confrontada com o milagre do sol. É compreensível, dada a desinformação que há cada vez que se fala nisso. Só ao ler os relatos da altura comecei a ter noção de que isto não era um fenómeno tão misterioso quanto isso. É só tão invulgar quanto o contexto em que se deu e um acto que é hoje considerado particularmente estúpido: olhar directamente para o sol. Os únicos fenómenos pouco comuns foram o sol ter aparecido particularmente fraco (normal, tinha chovido e tudo…) e o clima de euforia religiosa que eclipsou qualquer réstia de razão. Parece ridículo, e até certo ponto é mesmo, mas quanto mais leio os testemunhos à luz desta explicação, mais esta se apresenta mais sólida do que qualquer outra. Especialmente a explicação católica oficial que , mesmo se ignorarmos a ciência, tem mais buracos do que um queijo suiço.

Claro que não vale a pena gritar “eureka! eureka!” quando alguém já gritou “Milagre! Milagre!”, mas ficam aqui os argumentos…

Pressupõe-se a leitura prévia das primeiras duas secções (O Milagre do Sol (1)).

 

III. Ligação a Fátima?

A explicação católica típica liga o fenómeno do sol às aparições de Fátima, mas esta ligação é muito ténue.

A última ‘comunicação oficial’ da Senhora a Lúcia, a 13 de Setembro, não referia minimamente o sol (já escrevi como é que o povo chegou a essa conclusão). A Senhora terá começado por dizer a Lúcia para continuar a rezar o rosário para poder obter o fim da guerra (a 1ª Grande Guerra foi um tema recorrente nas aparições). Aí a mensagem diz que em Outubro o Senhor viria, acompanhado pela Nª Senhora das Dores, pela Nª Senhora do Carmo [duas Senhoras!? como é que isso funciona?], por S.José e pelo “menino Jesus”. Assegurou ainda que Deus estava contente com os sacrifícios de Lúcia. Aí Lúcia disse-lhe que tinha muitos pedidos de pessoas, para curar doentes e um surdo-mudo. A Senhora terá respondido que iria curar alguns mas não todos, e reafirmou que em Outubro iria fazer um milagre para que todos acreditassem. Fim de comunicação.

Ora o que Lúcia (e os outros dois) viu no dia 13 de Outubro, foi o que a Senhora teria descrito: a ‘sagrada família’. Francisco chegou a dizer que viu a Senhora apontar para o sol, mas as duas negaram-no. Mas há algo que salta à vista quando li o artigo n’O Século… no fim do ‘milagre’. Quando a multidão em êxtase passa Lúcia em ombros por vários grupos, ela vai repetindo uma frase: “A guerra vai acabar!“. É esse o milagre prometido, que Lúcia repete triunfantemente às pessoas. Mas, como escreveu Avelino de Almeida, ninguém quis saber. O povo tinha já visto o seu milagre, e Lúcia nem se apercebeu logo do golpe de sorte que tinha tido. A partir daí o milagre iria penetrar pelo país, para culminar na megalómana ‘igreja da santíssima trindade’ do último sábado. A Senhora, como prometido inicialmente, disse quem era, o que queria (uma igreja), e deu o milagre: o fim da guerra! E a guerra acabou, eventualmente, como é normal nas guerras. Um ano depois, mas ‘acabou’.

IV. Explicação

Quatro tipos de fenómenos que ficam por explicar após a primeira análise (entre parêntesis algumas citações representativas):

  • Pequenas oscilações na posição do sol. (“tremor”, “girar”, “vertigem do movimento”)
  • Pequenos movimentos (bruscos?) do sol. (”dançou”, “zig-zag”, “bailado violento e convulso”)
  • Aumento do tamanho aparente do sol (alternado?). (”soltar-se do firmamento”, “como a altura das nuvens”, “perto de mim”)
  • Alterações cromáticas. (”azul”, “ametista”, “damasco amarelo”, “manchas amarelas (…) nos panos brancos (…) nas saias escuras”)

Quando o fenómeno é abordado na televisão são às vezes enumeradas algumas refutações. Mas os painéis seleccionados costumam ser compostos por um padre, uma freira, um estudante de teologia e uma beata, apesar de chamarem a isso debate (ainda este ano vi um ‘debate’ destes). Aí claro que as refutações não costumam ter quem as defenda, e são muito mal apresentadas. Seguem-se algumas das ‘explicações’ alternativas típicas.

Tentativas de explicação comuns.

Uma que oiço frequentemente é a teoria dos ovnis. E não costuma ser no sentido mais lato do termo mas significando extraterrestres, que seriam também responsáveis pelas aparições. Isto é o tipo de explicação que não diverge muito da explicação católica. É outra vez a ânsia de acreditar em algo que não está fundamentado, mas que é confortável. A ideia de um disco prateado e de luzes celestes lembra logo outros relatos, mas ainda há muitas hipóteses a considerar antes de se saltar para a pseudociência. Não nego que eles possam existir, algures, mas até andarem por aí a atormentar pastorinhos ainda vai um caminho.

Outra explicação (ou classe de explicações) mais séria aponta para fenómenos meteorológicos. Um dos mais apontados é a ocorrência de um parélio (não sei se é a tradução correcta). Trata-se de um fenómeno relativamente comum, mas não do género que se veja todos os dias. Consiste numa ou mais imagens replicadas do sol, muitas vezes acompanhadas de cores estranhas, resultantes da refracção da luz solar em partículas suspensas. É uma explicação plausível mas que tem alguma dificuldade em justificar movimentos repentinos. É ainda avançada a hipótese de tratar-se de um outro fenómeno meteorológico não registado. Ainda se passa muito na atmosfera que não se sabe, mas não creio que um fenómeno raro esteja na base deste ‘milagre’.

Uma outra hipótese diz que o fenómeno é só um caso de auto-sugestão induzida. Se por um lado a existência de alguma auto-sugestão no fenómeno parece inevitável, pela expectativa e os gritos de milagre e de medo perante o fim do mundo que ecoaram pela plateia, por outro não parece passível de, só por si, explicar a reacção de pessoas com alguma formação. Continua a ser necessário um fenómeno que despolete as crenças.

Explicação.

Durante algum tempo as descrições (recentes) do fenómeno, e a forma como me era garantido que tinha na assistência muitos cépticos, sempre me deixou alguma dúvida. Só ao ler os testemunhos é que me apercebi que estes não implicavam os efeitos especiais ‘hollywoodescos’ de que se ouve falar: não havia nenhuma bola de energia luminosa a andar por entre a multidão. Os movimentos do sol têm pouca amplitude e são estranhamente bruscos, por vezes quase imperceptíveis. Não há acordo quanto à trajectória, excepto que foi errática e, segundo alguns, o sol aumentou esporadicamente de tamanho (a aproximação). Também as aberrações cromáticas não são uma observação coerente, e a forma como se manifestam em objectos difere da reflexão da luz normal. Seria de esperar mais unanimidade perante uma acção do Criador do Universo…

Há sempre a tendência para procurar fenómenos atmosféricos por as pessoas terem visto algo no céu. Mas há algo de estranho naquela multidão para além do facto de terem ido todos a Fátima para assistir a um milagre: estavam a olhar para sol. Especados a olhar para o sol! Sem qualquer tipo de protecção: nem óculos para eclipse, nem sequer uns óculos escuros banais. Olharam directamente para o sol. E continuaram a olhar, embevecidos, durante cerca de dez minutos, inconscientes dos riscos para a retina e, ainda pior neste caso, da influência que isso tem sobre as percepções visuais. E nem se sabe se foram mesmo só dez minutos, já que o testemunho que avança este número não explica como o obteve, mas também não era preciso mais. Parece um pouco estúpido que a explicação por detrás de tanto alarido seja assim tão simples, mas temos de considerar o ambiente vivido na altura. E o tempo que ficaram a olhar para o sol: dez longos minutos… êxtase religioso e perturbações visuais têm um resultado: “milagre! milagre!”.

Infelizmente, as perturbações visuais provocadas pela exposição solar são um fenómeno pouco estudado. Há muita investigação sobre efeitos fisiológicos mas pouca sobre os cognitivos. Um artigo, Solar retinopathy following religious rituals, tem umas frases interessantes. Estuda apenas quatro casos severos com foco nos danos causados, um deles envolvendo 45 minutos de exposição, mas tem umas partes relevantes:

«In May 1987 she had been on a pilgrimage to Medjugorje. She had stared at the sun at 7.00 pm intermittently for a few minutes. While she was so doing, the sun had danced and changed colour from orange to black to white.»

«We present here a series of four patients all of whom looked deliberately at the sun for prolonged periods of time. They were encouraged to do so by other pilgrims, who themselves had seen apparitions when staring at the sun.»

Infelizmente só descobri isto depois de ter escrito quase tudo o que vem a seguir, o que torna a minha investigação um pouco inútil, mas não vi lado nenhum que tente explicar isto convenientemente. Aviso que não tenho nenhum curso na área, baseei-me apenas num Tratado de Fisiologia Médica e alguns artigosí.

Já ouvi dizer por ‘entendidos’ no fenómeno de Fátima que nenhuma das testemunhas do ‘milagre’ tinha danos na retina. O que é curioso, já que não parece ter havido nenhum estudo sobre isso e os métodos de diagnóstico de 1917 não seriam dos melhores. Para dificultar ainda mais o diagnóstico, a maior parte das vítimas de retinopatia solar costuma recuperar no espaço de dias (o período de recuperação total já apareceu em estudos como sendo de duas semanas a seis meses). João Garret chega a dizer que quando começou a olhar para o sol este não provocava danos na retina, mas a verdade é que este tipo de danos não se sentem. Se todos os observadores do fenómeno do sol não tivessem acreditado em milagre e entrado em êxtase religioso, talvez pudessem ter reparado numa diminuição da acuidade visual após o ‘milagre do sol’. Mas graças a este desejo de acreditar, entrou-se na histeria que perdura até hoje.

A análise e um pequeno teste.

Esta hipótese é complicada de comprovar empiricamente, para isso seria necessário um laboratório de cognição visual com cobaias humanas dispostas a sacrificar parcialmente a retina em nome do fim da superstição. Não tenho nada disto, nem tão pouco a vontade de danificar a minha própria retina. Mas há um mini-teste simples que pode ser feito como ‘prova de conceito’. Consiste em olhar atentamente para uma boa lâmpada de halogéneo durante uns bons segundos (penso que não convém entrar na escala dos minutos a não ser que se tenha pouco amor à fóvea).

Olhando mesmo para a luz, i.e. focando a visão na fonte de luz como se de outro objecto se tratasse, ela adquire uma forma mais nítida e não demora tempo até surgir um tremor bem visível. Olhando com atenção é possível perceber um ‘movimento giratório’ caso se decida interpretar o fenómeno nesse paradigma.

Penso que o fenómeno que está por trás dos ‘tremores’ do sol é o que é aptamente denominado tremor contínuo do olho. Consiste em movimentos ténues e automáticos do olho com uma frequência entre os 30 e os 80 Hz (60 é o valor mais típico). Isto permite que diferentes receptores de luz sejam estimulados pela mesma imagem, impedindo que esta se perca na retina. Em condições normais este tremor é imperceptível, mas quando se olha para uma fonte luminosa relativamente potente torna-se aparente.

Não é possível repetir completamente as observações de 1917 sem uma fonte mais potente e uma observação muito mais prolongada. Mas retirando os olhos da luz é possível ver alguns efeitos acessórios que ajudam a explicar o ‘fenómeno solar’ de 1917.

Com uma exposição de curta duração fica logo visível uma mancha colorida (pelo menos) que se sobrepõe ao que é visto. Esperando tempo suficiente com os olhos na luz esta mancha sobrepõe-se à própria fonte luminosa, dando a impressão que a cor desta mudou (mas já não recomendo esta parte). Piscar os olhos ajuda a manter a imagem visível por mais tempo, de modo a analisar-se melhor o tipo de cores que aparecem. E correspondem aos relatos. Nota-se uma predominância de amarelo e de um tom azulado (ametista é uma boa aproximação), mas é possível ver um leque muito maior de cores (não percebi bem o que faz variar). Para além dos tons cromáticos normais que se observam, que com mais tempo de exposição à luz se tornam mais estáveis, é possível, repousando a vista sobre uma superfície branca, aumentar a gama de tons até ao vermelho sangue do relato de Garret. Com exposição suficiente a uma luz de maior intensidade e dimensões, as cores poderão até ocupar quase todo o campo de visão, ou permanecer manchas. Tudo depende de como é feita a observação. As variações normais deste fenómeno parecem explicar as variações nos relatos.

De notar que este tipo de manchas coloridas explica uma parte estranha da descrição do fenómeno ‘solar’: as “manchas amarelas” que eram visíveis nas “saias escuras” das senhoras. Uma luz amarelada normal projectada sobre uma superfície escura não produz uma mancha amarela: faz apenas sobressair os tons que a cor escura tem em comum com o amarelo, mas o reflexo nunca é mais claro que a cor da superfície. Ora uma mancha amarela causada pela estimulação exagerada da retina já é capaz deste feito.

Bastante curioso é tentar focar a mancha como se se tratasse de um objecto real: ela tende a fugir, seguindo por vezes trajectórias bastante estranhas. Esta curiosa compensação visual quando os olhos se focam no objecto imaginário é uma das possíveis explicações para os movimentos erráticos do sol que o povo baptizou de ‘dançar‘. Seja como for este fenómeno do sol dançante foi já descrito por vítimas de retinopatia solar.

Outra possível explicação para esse fenómeno de ‘dança’ terá a ver com o movimento sacádico conjugado dos olhos. O zig-zag que alguns descrevem evoca reminiscências do nistagmo, uma condição que leva ao lento divergir dos olhos em relação ao ponto de focagem e que é seguida de uma rápida compensação por movimento sacádico. O pequeno teste que descrevi atrás leva à aparição de manchas acessórias, para além da mancha principal. Se a observação tiver sido minimamente longa há uma maior tendência para que surjam várias réplicas da mancha principal aproximadamente equidistantes ao centro. Isto embora haja a preocupação de manter os olhos focados na fonte de luz. Uma possível explicação é que isto seja causado por movimentos sacádicos imperceptíveis durante a observação inicial. Dito isto, se a agressão causada pela intensidade crescente do sol levar os olhos a divergir da posição central do sol, a tentativa de focá-lo pode levar a movimentos sacádicos inconscientes que resultem na ilusão de movimento brusco e repentino do astro.

Portanto sobra apenas a aproximação do sol, fenómeno que no capítulo II foi equiparado a um aumento do diâmetro solar. Isto será possivelmente causado por degeneração da camada pigmentar ou algo semelhante, que cause uma maior difusão da luz na zona central da retina (ou periférica, os relatos não especificam como olhavam o sol quando este avançava). Esta maior difusão numa zona da retina faz com que a imagem do sol seja maior quando este for observado pelo ângulo certo. Isto explicará porque é que o sol se aproximava e afastava tão repentinamente e porque não se aproximou o mesmo número de vezes para toda a gente.

 

 


 

 

 

19 responses to “O Milagre do Sol (2)

  1. Achei a sua explicação excelente e a mais plausível de todas as possíveis hipóteses para o “milagre” de Fátima.
    Parabéns por este excelente artigo.

  2. Amauri Amora Câmara Júnior

    Prezado

    Santo Agostinho dizia que quando Deus faz uma intervenção no mundo o faz de tal forma que os que querem crer encontram motivos para crer e os que não querem crer encontram motivos para não crerem. E por que o faz assim? É porque Ele se revela e se vela. É porque Ele quer deixar margem para a Fé. E porque é Bom, pois pelos atos de Fé nós passamos a ter méritos e assim merecemos (e não merecemos…) a Glória que haverá de se manifestar em nós. Não só pela Fé, mas pela Esperança e pela Caridade, as três virtudes teologais, sem as quais o homem não se salva. O certo é que a Fé tem algo de misterioso, diria, algo dialético: pois haverá sempre motivos para crer e para não crer. Santa Terezinha do Menino Jesus, bem como outros Santos, foi fortemente tentada contra a Fé, sobretudo no final da vida (no auge do sofrimento), mas sempre fazia um esforço heróico para Crer (ao que ela chamava de Atos de Fé). Eu diria que pela falta de Fé o homem tem sempre alguma parcela de culpa. Tanto é que Jesus sempre censurou, em sua passagem pela Terra, a falta de Fé e sempre elogiou quem a tinha, por menor que fosse. Ora, a censurabilidade de uma conduta humana é corolário da existência de culpa. Por isto, é preciso perscrutar os refolhos da nossa mente e alma para tentarmos descobrir o que nos impede de crer na existência de Deus. Houve uma época de minha vida em que eu era cético em relação às verdades cristãs. Mas felizmente convenci-me delas.
    Todo o conjunto probatório de Fátima leva uma pessoa aberta à verdade a concluir que havia ali a presença do Sobrenatural. Não é só o milagre do Sol que leva a isto, mas outros elementos, como a sinceridade dos videntes, por exemplo, manifestada na tragetória deles. Que vantagens deste mundo tiraram eles dos fatos senão sofrimentos, a morte prematura de Jacinta e Francisco e a cláusura de Lúcia. Quanto ao “milagre do Sol”, creio que tenha sido uma visão coletiva (mas não uma alucinação coletiva) provocada por Deus, percepções íntimas, não sensoriais, não corpóreas, tal como a visão que os pastorinhos tinham da Mãe de Deus, e portanto Sobrenatural e milagrosa. Não teria sido um fenômeno cósmico, com movimentos reais do Sol, pois isto de fato abalaria o equilíbrio gravitacional de todo o Sistema Solar e seria visto, como você bem observou antes, em toda a parte do mundo onde era dia naqueles instantes. E também não se pode atribuir a fenômenos óticos (como retinopatias, etc), até porque as pessoas não estavam fitando antes o Sol, mas fitavam os pastorinhos, estava chovendo torrencialmente, e logo ao olharem para o Sol viram aquelas cenas. Aduza-se que pessoas distantes do local das aparições, a uns vinte quilômetros, também tiveram as mesmas visões. Da mesma forma que o pastorinho Francisco só via mas não ouvia Nossa Senhora, as percepções íntimas das pessoas da multidão tiveram algumas variações.
    Sou engenheiro, com bons conhecimentos de Física, e mesmo tentando ver os fatos de Fátima de forma bem imparcial, tendo lido atentamente os manuscritos da Irmã Lúcia e sobre a sua trajetória, CONCLUO, SEM MEDO DE ERRAR, que, por incrível que possa parecer, Deus ali se manifestou, bem como se manifestou em outros momentos da História Humana. Ele de fato existe, meu irmão. Pasme: aquele simples carpinteiro de Nazaré era Deus, o Criador do Universo, encarnado. Gostaria que o meu irmão descobrisse isto um dia. E para tanto, o incluirei em minhas orações. É o que posso fazer. O resto é com Deus. Que Deus abra seus olhos para dar-se conta da Sua Existência. Abraços fraternos.

  3. As conclusões do artigo sobre efeitos óticos podem ser verdadeiras mas não exlcuem o fato observado a posteriori do anúnico sobre algum milagre no dia aprazado. Neste caso o ´milagre do sol´ associado a Fátima foi uma contrafação de Satanás prevista fartamente no Evangelho do Senhor Jesus. Paulo adverte: ele pode se transfigurar em um anjo de luz Pobres crianças que serviram de instrumento para ele. E o papa, o apóstata dos últimos tempos, está ciente disso..

  4. vc desafiol NS. de Fatima depois não se queixe do que vai te acontecer!!!!!!!!!!!

  5. “De notar que este tipo de manchas coloridas explica uma parte estranha da descrição do fenómeno ’solar’: as “manchas amarelas” que eram visíveis nas “saias escuras” das senhoras. Uma luz amarelada normal projectada sobre uma superfície escura não produz uma mancha amarela: faz apenas sobressair os tons que a cor escura tem em comum com o amarelo, mas o reflexo nunca é mais claro que a cor da superfície. Ora uma mancha amarela causada pela estimulação exagerada da retina já é capaz deste feito”. Autor de «a mansarda»

    “A minha mãe, que estava de luto pela minha avó paterna, levava, como era uso na época, um vestido de crepe que ficaria inutilizado se apanhasse chuva e por esse motivo não saiu do carro. Como viria a lamentar-se! Não viu senão um cavalo branco, que estava ao pé do carro, mudar de cor, não me lembro se dizia para cor-de-rosa ou amarelo”. Maria V. Q. Mello

  6. Amauri Amora Câmara Júnior,

    “CONCLUO, SEM MEDO DE ERRAR, que, por incrível que possa parecer, Deus ali se manifestou, bem como se manifestou em outros momentos da História Humana”.

    100% de acordo!

    Um abraço.

  7. Meu, esse espinho está mesmo na sua garganta hein!
    Aliás, vc não explicou nadinha de nada, mas pelo que percebi, vc ficou quase MALUCO querendo desvendar, o que até agora vc NÃO conseguiu!
    Que DEUS tenha muita dó de vc!

  8. Cristo Jesus ensinou em Mateus 24:23-25

    “Se, pois, alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! Ou: Ei-lo aí! Não acrediteis; porque hão-de surgir falsos Cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Eis que de antemão vo-lo tenho dito”

    Até aqui tudo bem, temos este aviso sobre falsos profetas e falsos Cristos que farão grandes sinais e prodígios! Tão potentes e grandes sinais são estes que enganariam até os escolhidos se fosse possível, mas aqueles que são de Cristo e ouvem Cristo não vão atrás disto que vos revelo… Mas então que sinais são esses em detalhe para que a gente os veja e saiba?

    É fácil, pois Cristo Jesus avisou novamente em detalhe e ao pormenor estes sinais e prodígios a todos os seus eleitos no livro do Apocalipse revelando o seguinte a S. João que escreveu em Apocalipse 13:13

    “E operava grandes sinais, de maneira que fazia até descer fogo do céu à terra, à vista dos homens”

    Agora pergunto-vos, qual é a descrição do grande sinal e prodígio do famoso “milagre do sol” em Portugal e em todo o mundo?

    Que uma bola de fogo desceu do céu à terra na presença de muitas pessoas, ou seja, À VISTA dos homens? Eu sei, eu sei, os olhos… O ver para crer onde Satanás é mestre tomando a forma que quiser, onde o Paulo até avisou em 2 Coríntios 11:14-15

    “E não é de admirar, porquanto o próprio Satanás se disfarça em anjo de luz. Não é muito, pois, que também os seus ministros se disfarcem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras.”

    Como podem ver, Satanás a serpente da antiguidade pode apresentar-se como um anjo de luz aos pobres enganados pelos olhos e sem conhecimento algum ou fé na palavra de Deus e os avisos de Cristo seu Filho e dos apóstolos que os podia livrar de tais tentações e decepções!

    De tal ponto que até os Ministros destas aparições que opera grandes sinais podem parecer justos aos olhos dos mais simples e menos prudentes na palavra de Deus, mas no fundo, muitos são pedófilos e ladrões que fazem negócio dos que se querem aproximar de Deus sem saber como, e se procuram Deus então a Verdade única que os libertará.

    E como está escrito no Livro do Apocalipse em relação a esta mulher adúltera (religião e igreja católica) para todos ouvirem em Apocalipse 18: 4-5

    “Ouvi outra voz do céu dizer: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas. Porque os seus pecados se acumularam até o céu, e Deus se lembrou das iniquidades dela.”

    Como podem ver aqui, o povo de Deus está envolvido nesta mulher adúltera, e é para estes e por amor destes que aqui vos revelo coisas que Cristo Jesus me deu e ordenou ensinar a todos quanto o procuram, pois falta pouco para Cristo voltar e a grande babilónia cair, por isso saiam dela meus amores, saiam dela enquanto ainda é tempo, amém!

    • Pierre,

      Numa coisa estamos os dois de acordo, Jesus é realmente o Caminho, a Verdade e a Vida…

      P.S. Não te esqueças que o “Satanás” de Fátima é o mesmo que nas bodas de Caná nos deixou o seguinte conselho: “Fazei o que Ele vos disser” Jo 2, 5

      Cumprimentos.

    • totalmente de acordo com Pierre! totalmente junto de Jesus!

      veja bem, Jesus nos ensinou que ninguém após a morte perambula por aí, e sim, dorme.

      sem mais.

      • só para complementar.

        …dorme até a ressurreição dos justos e santos na segunda vinda de nosso Senhor. portanto, essa idéia de Maria da igreja católica é toda baseada em erros. na verdade, toda a estrutura do catolicismo não está sobre A Rocha.

        • Yogi,

          “…dorme até a ressurreição dos justos e santos na segunda vinda de nosso Senhor.”

          “Ele respondeu-lhe: Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso.” Lc 23, 43

      • Yogi,

        “veja bem, Jesus nos ensinou que ninguém após a morte perambula por aí, e sim, dorme.”

        Onde é que encontras a palavra “ninguém” na citação bíblica a que te referes (indiretamente), és capaz de me explicar?

      • Yogi,

        “veja bem, Jesus nos ensinou que ninguém após a morte perambula por aí, e sim, dorme.”

        “De repente, juntou-se ao anjo uma multidão do exército celeste, louvando a Deus e dizendo: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens do seu agrado.» Quando os anjos se afastaram deles em direção ao Céu, os pastores disseram uns aos outros: «Vamos a Belém ver o que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer.»” Lucas 2, 13-15

      • Yogi,

        “veja bem, Jesus nos ensinou que ninguém após a morte perambula por aí, e sim, dorme.”

        Como é que sabes que a Virgem Maria morreu?

  9. Chama-se ao teste que o autor deste texto fez, uma total e completa crença na ciência. Eu, pessoalmente, acredito em Deus e na Ciência.

  10. Miguel Vilas Boas

    Esqueceu-se de dizer qual era a probabilidade de acontecer a 70000 pessoas ao mesmo tempo os vários fenómenos descritos. Mais vale jogar no Euromilhões eu já fiz as contas e dava qualquer coisa como 0.0000013% de hipóteses de ganhar…
    Aqui acredito que as suas probabilidades serão inferiores…
    Mas é de louvar o trabalho a que se deu para tentar, tenho a certeza que após ter feito todos os testes e estudos, mesmo crendo que ainda lhe faltam inserir algumas variáveis (do estilo: quantas pessoas que presenciaram o milagre cegaram, ou até quantas tiveram problemas oculares graves que a isso possam ser atribuídos). É um bocado como diz o José Eduardo… “total e completa crença na ciência”, eu acrescentaria a parte do sectária, pois a única coisa que me está a dizer é uma eventualidade para o que terá acontecido sem qualquer tipo de repercussões… Acho positiva a sua tentativa de explicar o milagre, aliás diria para avançar para o dos pães e dos peixes, ao menos aí só estavam cerca de 5000 pessoas.
    Já agora relativamente às discrepâncias dos relatos… vá a um jogo de futebol, no fim pergunte como é que o viram… ou se quiser pode tentar no intervalo, pois se todos estiverem de acordo tem aí o milagre que tanto procura ;)

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s