Aborto Revisitado

«Ouvir a elevação das nossas afirmações actuais contra a pobreza, das manifestações a favor da dignidade humana, da firmeza na justiça e solidariedade é ficar orgulhoso dos nossos valores. Desde que não se note o montinho de cadáveres minúsculos que sai pelas traseiras das clínicas. Como na democracia alemã de 1923, é essa porta por onde entra o monstro.»

Mais uma amostra de João César das Neves, no artigo referido na entrada anterior. Mas apesar de me ter obrigado ao chavão do título anterior, há algo por que tenho de agradecer: uma desculpa para pôr aqui George Carlin. Enquanto isso o mundo avança para outras questões, no 5dias fala-se do casamento de homossexuais (que também não agrada ao abominável)…

Descubro que a comparação entre liberalização e ascensão do nazismo tem concorrência para o prémio de “melhor comparação invertida de César das Neves”, num comentário sobre a comichão que lhe causou uma resolução do parlamento europeu contra a homofobia na Europa:

« O Parlamento Europeu, tal como os criacionistas americanos, distorce o conceito de liberdade para impor uma visão aberrante.»

Tenho de achar piada ao duplopensar que aquela cabeça alberga…

«Quando fechamos os olhos à violação dos direitos humanos ela cresce sempre mais. Vive-se a lenta degradação de carácter, a terrível descida na infâmia.» (sobre o aborto)
« O Parlamento Europeu não é para levar a sério. Ao tentar impor dogmas alheios a toda a legislação dos países civilizados, ao acusar de violação de direitos humanos todas as sociedades modernas, só se desprestigia a si mesmo.» (sobre a resolução contra a homofobia)

Não é mesmo para levar a sério. Nem sei porque perco tempo. Mas não consigo deixar de ler artigos dele:

«A visão milenar da Igreja Católica considera a homossexualidade como “depravação grave… intrinsecamente desordenada”, mas acolhendo as pessoas com tendências homossexuais com “respeito, compaixão e delicadeza” (Catecismo da Igreja Católica, 2357-8). Por que razão esta posição, que está muito mais profundamente justificada e doutrinalmente elaborada que qualquer outra, é chamada um “preconceito do Vaticano” (SIC, loc. cit.), mas a oposta não é um preconceito dos media?»

Fica aqui mais George Carlin, para compensar:

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