Breve História da Violência

A Brief History of Violence, Steven Pinker na conferência TED 2007.

Tomei conhecimento pela primeira vez deste trabalho de Pinker em Abril deste ano, via Obscene Desserts, ao ler o artigo de Pinker na Edge: A History of Violence. Acho que um parágrafo resume bem qual foi para mim a relevância deste artigo:

In the decade of Darfur and Iraq, and shortly after the century of Stalin, Hitler, and Mao, the claim that violence has been diminishing may seem somewhere between hallucinatory and obscene. Yet recent studies that seek to quantify the historical ebb and flow of violence point to exactly that conclusion.

Pinker demonstra que, apesar da carnificina do século XX, a percentagem de mortes devido a violência inter-pessoal é incomparavelmente mais baixa na sociedade actual do que em comunidades tribais. Também os padrões morais da humanidade mostram uma tendência para a aversão à violência. Foi particularmente bem escolhido como exemplo queimar gatos, uma forma de entretenimento que era frequentada por membros da realeza na Europa do século XVI. Os padrões morais de fontes religiosas como a bíblia também são usados para demonstrar o quanto a cultura actual evoluiu desde essas sociedades.

Pinker desconstrói assim argumentos vindos de ambos os lados do espectro político que defendem a decadência moral da sociedade ao longo da História: à direita a ideia de que a humanidade perde a ética ao afastar-se da religião, e à esquerda a teoria do bom selvagem e as utopias do tribalismo anárquico. Põe em perspectiva a percepção de que a violência tem vindo sempre a aumentar, mostrando que esta se deve estarmos mais informados sobre o que se passa no mundo. Gostei particularmente da conclusão:

Whatever its causes, the decline of violence has profound implications. It is not a license for complacency: We enjoy the peace we find today because people in past generations were appalled by the violence in their time and worked to end it, and so we should work to end the appalling violence in our time. Nor is it necessarily grounds for optimism about the immediate future, since the world has never before had national leaders who combine pre-modern sensibilities with modern weapons.

But the phenomenon does force us to rethink our understanding of violence. Man’s inhumanity to man has long been a subject for moralization. With the knowledge that something has driven it dramatically down, we can also treat it as a matter of cause and effect. Instead of asking, “Why is there war?” we might ask, “Why is there peace?” From the likelihood that states will commit genocide to the way that people treat cats, we must have been doing something right. And it would be nice to know what, exactly, it is.

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