Adendas sobre a falha do sistema eleitoral

Segundo noticia o Público, Paulo Machado, director-geral da Administração Interna, e Jorge Miguéis, director da Administração Eleitoral, terão submetido pedidos de demissão que serão avaliados pelo MAI após a conclusão do inquérito em curso. Jorge Miguéis, que tem tomado parte na organização de eleições desde 1975, terá proposto o envio de avisos aos eleitores. Segundo o Público, o “processo ficou a meio” mas não é avançado onde parou.

A notícia refere ainda que o problema terá sido um pico de “22 mil pedidos num só minuto” por volta das 13h20, após as televisões anunciarem o serviço. Se os 22 mil pedidos fossem distribuídos homogeneamente no minuto ainda estariam dentro dos 750 pedidos por segundo que Paulo Machado referira como tolerância do sistema. O sistema nunca terá colapsado por completo, mas será na minha opinião eufemismo falar apenas de atrasos na resposta: conheço um caso de uma mensagem enviada neste período cuja resposta (uma mera validação) apenas chegou perto das 18h30, a escassa meia hora do fecho das urnas.

O sistema eleitoral é da responsabilidade da Critical Software, empresa nacional de renome que tem no currículo o desenvolvimento de sistemas críticos para entidades como a NASA, EADS ou o CERN. Será necessário aguardar pelo inquérito da Universidade do Minho para se saber mais pormenores sobre o papel da Critical Software e das empresas de telecomunicações na falha do sistema.

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