Monthly Archives: Março 2011

Vender para arrendar, mais 466 em 2010

Mais do costume.

Vende-se o imóvel, fica-se a pagar renda. As receitas extraordinárias vão escondendo o défice, e as rendas vão engordando défices futuros. E pelo meio há negócios felizes para muita gente. Ao fim de tantos anos a fazer disto, só não percebo como ainda é permitido.

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Portugal / Suécia

Comparação de salários em Portugal e Suécia com comparação de PIB para referência (Rendimentos anuais brutos de cargos de gestão segundo dados da Mercer para 2004; Salários base de deputados sem ajudas de custo com base naquela reportagem brasileira que circulava por aí; PIB per capita PPC dados da OCDE para 2006; Rendimento anual bruto dados da Ernst&Young para 2006)



 

America’s Distribution of Wealth

America’s Distribution of Wealth (1955) :

Um dos meus filmes de propaganda preferidos, em boa parte pelo sketch do inglês a fazer lembrar uma personagem do Terry Jones. Mas a razão de pôr aqui o vídeo é outra. É que algo tem vindo a falhar na distribuição de riqueza, e o problema não se confina aos EUA.

Gostava de pensar que estes 1% superiores são venture capitalists prontos a injectar dinheiro em novas empresas. Mas há razões para duvidar disso.

Velhas tragédias, novas farsas

(…) é bom recordar que no século XIX se teve de resolver a questão da ligação por comboio de Portugal à Europa, passando por Espanha, tal como hoje se põe para as redes ferroviárias de alta velocidade.
(…) já se estava numa fase de desencanto, longe das expectativas iniciais, de por via de uma política de obras públicas destinadas a “desencravar” o país e aproximar regiões se alcançar uma solução global para os reais problemas de desenvolvimento e de atraso de que Portugal padecia. (…) foram importantes, mas não eram a solução mágica para a resolução dos problemas com que o país se defrontava.
(…) sublinhava-se que o “encargo que o Estado assumia” tinha como importante compensação o acréscimo de movimento que a ligação a Salamanca traria para a linha do Douro e os “elementos de prosperidade que daí advir[iam] para o comércio do norte de Portugal”.
Como pouco depois se veio a reconhecer, o preço da construção da linha estava muito inflacionado e dele terão resultado prejuízos para o Estado e para os próprios bancos. Quem ficou verdadeiramente a ganhar foi o construtor da linha, nem mais nem menos, o financeiro Henry Burnay, acusado de acumular grandes lucros com uma entrada inicial de capital relativamente pequena. (…)
A “salamancada” parece também ter sido o início de uma crescente influência plutocrática na política portuguesa (…)

No Politeia (via Córtex Frontal), a abrir o apetite para o livro O Longo Curso – Estudos em Homenagem a José Medeiros Ferreira.

…e em 1892, com uma dívida pública pelos 90% e juros da dívida a açambarcar quase metade das receitas do Estado, Portugal declarou bancarrota.