Category Archives: [à parte]

R.I.P. Endeavour

O space shuttle Endeavour teve hoje o seu último desfile pelos céus da California. Em muitas cidades apenas tiveram de olhar pela janela para o ver às voltas em voos razos antes de ir para o seu descanso eterno no California Science Center, em Los Angeles. Vai deixar saudades.

Soube disto numa reunião com um cliente de São Francisco que falava de toda a gente no escritório estar colada à janela, e confesso que senti uma certa inveja.  As duas coisas que mais cobiço nos EUA são o programa espacial e o Silicon Valley. Hoje os sacanas puderam ver os dois juntos.

Anúncios

Boa Páscoa

Debt ceiling in a nutshell

 

Septembre en attendant (Noir Désir)

 

 

Trash (Suede)

Pareceu-me adequado.

1 de Abril


No PP?!

Há umas semanas alguém me propôs votar no PP depois de eu desabafar o quão más eram as candidaturas para formar governo. Fiquei estupefacto. Nem sequer tinha resposta pronta para além de voltar a perguntar “No PP!?”.

Seria de pensar que quem fez a sugestão me conhecesse bem o suficiente para saber que era incapaz de votar num partido conservador da “democracia cristã”. Mas o meu problema com o PP nem é esse; é ainda me lembrar do que fizeram no governo passado.

A breve participação do CDS-PP no último governo de coligação deixou marcas. Uma delas é o caso dos submarinos, com os milhões que alguém se esqueceu de descontar à factura, os milhões pagos pela Ferrostaal à ESCOM e a que se perde o rasto algures nas ilhas Caimão, e ainda o dinheiro (certamente não relacionado) que aparece magicamente numa conta do CDS.

Outra é sem dúvida o caso Portucale, que para além de envolver figuras do PP (as mais sonantes infelizmente poupadas ao banco dos réus) tem ainda em comum com o caso anterior o envolvimento destacado do Grupo Espírito Santo (em cujas mãos Abel Pinheiro terá sido apanhado em escuta telefónica a dizer que pusera cerca de 400 milhões).

Nada mau para uma tão breve e modesta participação num governo. O PP é o pior dos três mundos: consegue aliar um populismo inconsequente tipicamente associado à esquerda, o conservadorismo tacanho da direita e os interesses obscuros mais típicos do centro. Num período de grande descontentamento com o PS, cresce à conta da inépcia do PSD.

Resta perceber porque as mesmas pessoas que se escandalizam com os casos de Sócrates acabam a defender o partido de Portas como se se tratasse de um bastião de seriedade. Talvez porque à mínima referência a delapidações ao erário ou falta de transparência Portas consegue aparecer com aquela cara indignada de virgem num bordel. É para já o grande vencedor das sondagens.